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Herodes Agripa I, derrotado pelo poder da oração

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A igreja passou por um momento difícil no início de sua história. Herodes Agripa I (10-44 d.C.) governava a Judeia e a Samaria e moveu uma grande perseguição contra os cristãos: “prendeu alguns que pertenciam à igreja e mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12.2). Depois, prendeu também Pedro, com a intenção de fazer com ele o que havia feito com Tiago.

Travava-se então de uma ferrenha batalha. De um lado, o Estado; de outro, a Igreja. Era o poder político contra o poder religioso, o poder das armas contra o da oração, o poder da arrogância contra o da fé, o poder temporal contra o eterno. Em última análise, era o velho conflito entre a serpente e o descendente da mulher. À esquerda ouvia-se a ingênua gritaria dos rebeldes: “Façamos em pedaços as suas correntes, lancemos de nós as suas algemas”. À direita, ouvia-se o riso do Todo-poderoso: “Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoar deles” (Sl 2.3-4).

Herodes Agripa I era como o avô, Herodes, o Grande (37-4 a.C.), que mandou matar os meninos de Belém (Mt 2.16). Era também como o tio-avô, Herodes Antipas (4 a.C. - 39 d.C.), que mandou cortar a cabeça de João Batista (Mt 14.9). 

Porém, enquanto Pedro, preso com duas correntes e entre dois soldados, passava a noite dormindo, muitos cristãos estavam acordados orando fervorosamente em favor dele. Ele estava tranquilo e a igreja agitada, lançando mão de um recurso posto à disposição de qualquer cristão, em qualquer situação, lugar e tempo.

Herodes Agripa I foi derrotado pela oração, pois, na véspera do dia em que Pedro deveria ser morto, na calada da noite, um anjo entrou no cárcere, provavelmente na Fortaleza de Antônia, e colocou o apóstolo na rua. Meio tonto, sem saber se era sonho ou realidade, Pedro se dirige à casa de Maria, mãe de João Marcos, onde a igreja reunida intercedia por ele. A porta da casa estava trancada. Pedro esperava à porta. A empregada de Maria viu que era o apóstolo e “ficou tão feliz que, em vez de abrir a porta, voltou correndo para contar que Pedro estava lá fora” (At 12.14). Ele continuou a bater. Finalmente abriram a porta e Pedro entrou. Entretanto, depois de contar toda a história, “saiu dali e foi para outro lugar” (At 12.12), escondendo-se temporariamente.

Seguindo a tradição da família, Herodes Agripa I, por causa da estranha soltura de Pedro, mandou matar os guardas da segurança máxima da prisão. Não se sabe se todos os 16 foram mortos ou apenas os dois entre os quais o apóstolo dormia (At 12.19).

Em nossa experiência pessoal, a oração de fato “torna possível o impossível e fácil o difícil”?

Fonte: www.ultimato.com.br

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