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JUDAS, IRMÃO DE JESUS

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO
Judas era um nome comum. Pelo menos, oito homens assim se chamava no Novo Testamento. Significa “louvor a Iah”. É o “Judá”, no Antigo Testamento. Daqui vem “judeu” (“aquele que louva a Deus”). Dois discípulos de Jesus tinham este nome, o Iscariotes e Judas, filho de Tiago (Lc 6.16 e At 1.13). Jesus tinha um irmão com este nome: Mateus 13.55. Ele não cria em Jesus: Jo 7.5. Após a ressurreição, passou a crer: Atos 1.14. É tido como o autor da carta de Judas.
1. PISTAS PARA IDENTIFICAÇÃO
Ele é irmão de Tiago (v. 1). Bem cedo a igreja viu nestes dois os meio-irmãos carnais de Jesus (História Eclesiástica, de Eusébio). Não teve dúvida sobre isto. O autor não se diz “apóstolo” (não era o Judas, filho de Tiago). É “irmão de Tiago”, porque seu irmão era pastor da igreja de Jerusalém. Tiago não se disse irmão de Jesus. Eram modestos. Paulo deixou registrado que Tiago era irmão de Jesus (Gl 1.19). E Judas se apresenta como seu irmão. Há um Judas e um Tiago que são irmãos, na igreja (Mt 13.55). São os irmãos de Jesus.
2. UM TESTEMUNHO DA HISTÓRIA
Segundo Hegesipo, no ano 96, ao perseguir os cristãos, Domiciano soube de dois netos de Judas, irmão de Jesus. Foram levados à sua presença. Eram lavradores rudes, sem pretensão política.  Diziam que “o reino de Cristo não era deste mundo, mas seria manifestado na consumação dos tempos, quando Ele viria em glória para julgar os vivos e os mortos” (Halley). Há testemunho da história dos sobrinhos-netos de Jesus, descendentes de Judas, seu irmão. Estavam firmes na fé.
3. A CARTA DE JUDAS
Provável data: ano 67. Trata da firmeza na fé (Jd, 3) e de incrédulos pervertidos na igreja (v.v. 4-6). Falsos mestres na igreja torciam o evangelho (ainda os há!). Este é o foco: falsos cristãos dentro da igreja. O Apocalipse fala do inimigo externo e Judas fala do inimigo interno. Este é o mais nocivo para a igreja. Cuidado com falsos mestres! Causam mais males que os incrédulos.
4. A CITAÇÃO DE LIVROS APÓCRIFOS
Judas cita dois apócrifos, “A Assunção de Moisés” (vv. 8-9) e “A Profecia de Enoque” (vv. 14-15). Usa como ilustração sem firmar doutrina.  Pregadores citam autores seculares em sermões. Os cristãos conheciam livros religiosos edificantes, não inspirados. Eles se firmavam no conhecimento, e estudavam assuntos religiosos. Bom exemplo. Lemos bons livros religiosos?
CONCLUSÃO
Há três desafios em Judas:
(1) Manter-se servo. Ele não é o irmão de Jesus, mas “servo” de Jesus. Não era “mano do chefe”, mas servo, como os demais.
(2) Sua preocupação com a sã doutrina. Quem acha que doutrina não é importante leia as epístolas, todas escritas para doutrinar os crentes. Aprender é bom e estudar é necessário. Não é crer festivamente sem ligar para nada.
(3) O desejo deles para os crentes. Eles são chamados, amados e guardados (v. 1). E ele lhes deseja misericórdia, paz e o amor de Deus em suas vidas. (4) O louvor a Jesus Cristo (vv. 24-25). Assim ele termina sua carta. O nome a ser exaltado é sempre o de Jesus. E lembremos do título do estudo: “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”. Um homem fora dos holofotes, mas de caráter. Quanta gente amando os holofotes! Judas nos ensina: ponha o foco em Jesus!

Fonte: www.isaltino.com.br

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