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NABAL, Uma pessoa difícil de conviver

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

“Sabedoria é o conhecimento que enxerga o coração das coisas, que as conhece como elas realmente são.” (J. Armitage Robinson)

Texto Básico: 1Samuel 25.2-38
Todos nós almejamos viver em paz. Sonhamos com um lar equilibrado e feliz, com uma igreja semelhante à de Atos 4, com uma equipe de trabalho harmoniosa, etc. Na prática sabemos que tudo dependerá das nossas próprias atitudes e daquelas das demais pessoas envolvidas. Atitudes como as de Nabal funcionam como inimigos internos, que são capazes de destruir relacionamentos, fazendo as pessoas abrirem mão dos seus sonhos, produzindo amargura e graves feridas emocionais.[1]“Gente gosta de gente, vê e quer ser visto, fala e quer escutar, escuta e quer falar, enfim, somos gregários (que vive em bando) e daí a extrema e fundamental importância dos relacionamentos”.


Um olhar detalhado na postura deste homem poderá nos levar a evitar repetir atos semelhantes e ainda poderá produzir em nós melhorias que influenciarão as pessoas que convivem conosco.

QUEM FOI NABAL

Nabal (Insensato, sem juízo) era um descendente de Calebe, que vivia em Maon por volta de 1000 a.C. Era muito rico, possuía grandes rebanhos de ovelhas (3.000) e de cabras (1.000) no Carmelo. Sua mulher, Abigail, era sensata e formosa. Nabal era um homem de difícil convivência, maligno em suas ações, inacessível, descontrolado e tolo. Cometeu a insensatez de destratar Davi e recusar-se a dar assistência a ele com seus homens. Só não foi atacado e morto devido à sábia intervenção de Abigail, que ao tomar conhecimento das intenções de Davi foi ao seu encontro fazendo-o mudar de ideia.
      Nabal morreu de forma melancólica. Após saber do risco que havia corrido, sofreu um mal súbito (talvez um infarto ou derrame) que o deixou por dez dias como uma pedra (talvez em coma). Só então faleceu. Nabal tornou-se um triste exemplo para todos nós. Seus atos servem de lição que jamais deverão ser repetidas.

    Vejamos algumas características de Nabal que se repetidas poderão impedir a construção de relacionamentos saudáveis:

1) Nabal era duro (v. 3)  Pessoas duras também são consideradas azedas, ásperas, grosseiras, severas, brutas, nervosas, etc. Com elas as coisas se resolvem no grito, com agressividade. Produzem principalmente o medo e a revolta nas pessoas do seu convívio. Salomão sabiamente afirmou: [1]Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos”. Quem facilmente se ira fará doidices.

2) Nabal agia com maldade (3b) – Como pessoas que geralmente vivem de má vontade contra os outros. Salomão definiu o homem mau com as seguintes palavras: [2]“Ele anda com a perversidade na boca (...) perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contenda”. 

3) Nabal era ingrato (v. 11 e 21) – Um  pessoa que não reconhecia os benefícios recebidos. A ingratidão produz uma dor insuportável no coração. Como é ruim conviver com alguém que não reconhece seus esforços. Gente que “cospe no prato que come”.

4) Nabal era incomunicável (v.17) – Ele era intratável, insociável. Abigail teve que sair e não pôde falar com o marido (v. 19). O empregado foi falar com ela porque com Nabal, o patrão, ninguém podia falar (v.14 e 17).

5) Nabal era um insensato (v.36) – Ele, sua esposa e seus bens  estavam  ameaçados e mesmo assim ele agiu com irresponsabilidade e insensatez ao organizar uma festa, sem a presença da esposa, quando ingeriu uma grande quantidade de bebida levando-o à embriaguez. Como é difícil conviver com pessoas que não conseguem enxergar as reais necessidades a sua volta. Pessoas que vivem “no mundo da lua” quando deveriam encarar os fatos e trabalhar duro para mudar as tristes realidades que estão a sua volta.

O pastor Isaltino Gomes Coelho Filho afirmou: [3] “O que torna uma família equilibrada é a presença de pessoas que sabem manter relacionamento equilibrado”. Este é um conceito que podemos aplicar em todos os relacionamentos.
   Na convivência com pessoas como Nabal, o caminho mais fácil é descartá-las. A justificativa é que elas são tomadas pela chamada síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, vou viver assim e vou morrer assim”. Só que nós, que cremos no poder de Deus, não podemos esquecer que o nosso Senhor é especialista em mudar corações. Conhecemos inúmeras pessoas que tiveram suas ações transformadas pelo poder de Deus. Devemos orar e agir para que as pessoas que fazem parte dos nossos relacionamentos também sejam transformadas.
   Se você sofre da síndrome de Nabal ou convive com alguém que se identifica com seus atos na prática do dia a dia, o melhor remédio será uma identificação imediata com o exemplo de Abigail. Seus métodos poderão nos ajudar no desafio de desenvolver relacionamentos saudáveis.

1) Abigail resolveu agir (v. 18) – O que você precisa fazer para restaurar um relacionamento abalado? Quais as atitudes que você deve tomar para resgatar a harmonia do seu lar? Abigail saiu do seu conforto e foi até a presença de Davi em busca de paz. Ela não perdeu tempo tentando influenciar Nabal. Ela sabia que sua felicidade dependeria de uma ação imediata, de um contato com Davi.

2) Abigail agiu com inteligência (v. 19b e 23) – o silêncio naquele momento foi uma questão de sobrevivência. A sua posição de humildade perante Davi foi uma porta aberta para a resolução do conflito. Ela não foi à presença de Davi para fazer acusações. Ela levou donativos (v.18), fez o necessário para restaurar a paz.

3) Abigail foi responsável (v. 24) -  Ela não ficou em casa esperando a morte. Também não utilizou de acusações e intrigas. Preferiu assumir responsabilidades e tentar resolver pessoalmente o conflito. Agiu antes que fosse tarde demais.  

4) Abigail foi usada por Deus (v. 26 e 32) – O próprio Davi reconheceu que Deus havia enviado Abigail. Ela foi um instrumento usado para impedir que uma tragédia acontecesse, destruindo a sua família e manchando a reputação de Davi. 

5) Abigail agiu com bom senso (v. 33,36,37) – Ela soube apreciar os fatos. Agiu no tempo certo e esperou o melhor momento para conversar com Nabal. Seu marido era um tolo, mas ela não permitiu que sua tolice a contaminasse.   Abigail viu seu esposo morrer de forma tão trágica. Mas por ter sido uma pessoa tão especial atraiu a atenção de Davi. Ela se tornou sua mulher (v. 40-42).

 PARA PENSAR E AGIR

Precisamos atentar para a forma como nos relacionamos com as pessoas que estão a nossa volta. Somos responsáveis por aquilo que construímos nos corações das pessoas. O exemplo de Nabal deve nos levar a uma boa reflexão. As pessoas que convivem conosco conseguem dialogar, expor suas ideias com liberdade? Elas têm a liberdade de falar e se necessário até discordar de nossas opiniões sobre os mais variados assuntos? São ouvidas com respeito?
   Muitas vezes queremos enxergar a vida apenas do nosso jeito. Não consideramos as boas ações que as pessoas que estão ao nosso redor estão praticando em nosso favor. Isolamo-nos. Nabal errou ao negligenciar o pedido de Davi. Ele agiu com ignorância e se não fosse Abigail pagaria com a vida por tamanha tolice.
   Nabal é o extremo que infelizmente tem se repetido em muitas comunidades e lares. A maneira mais eficaz de reverter este triste quadro é a busca diária para evidenciarmos o fruto do Espírito (Gl 5). Precisamos permitir que o Espírito Santo nos convença dos nossos equívocos para que possamos construir relacionamentos saudáveis e sejamos agentes reconciliadores como a sábia Abigail. 

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Das atitudes de Nabal que foram destacadas na lição de hoje, qual você julgaria a mais letal para a construção de relacionamentos saudáveis?

2. O que leva um cristão convertido a agir como Nabal? Isso tem acontecido ainda hoje? Você foi vítima de explosões acaloradas por pessoas que deveriam agir com respeito?

3. O que você destaca nas atitudes de Abigail? Qual foi a virtude que mais chamou a sua atenção? As mulheres de hoje estão evidenciando essas virtudes?




BIBLIOGRAFIA
[1] Tiba, Içami. Família em alta performance. Editora Integrare. São Paulo. 2009.
[2] Ec 7.9; Pv 14.7a.
[3] Pv 56.12-15.
[4] Coelho Filho, Isaltino Gomes. Família: vale a pena acreditar. Editora Sabre. Rio de Janeiro. 2012

FONTE: www.batistafluminense.org.br

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