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NATÃ, O PRIMEIRO SUCESSOR DE SAMUEL

segunda-feira, 3 de novembro de 2014



O profeta Natã descendia da tribo de Levi e foi pai de dois filhos que ocuparam importantes cargos no reinado de Salomão, filho do rei Davi. Seus nomes eram Azarias e Zabude (I Reis 4.1-5). Natã teve um ministério profético muito importante na vida do rei Davi, pois foi ele quem revelou ao rei que de sua linhagem viria o Salvador do mundo: Jesus Cristo (II Samuel 7.4-17; I Crônicas 17.3-15). Foi também Natã quem admoestou Davi quando este cometeu adultério com Bate-Seba, mulher de Urias, e cometeu o homicídio contra ele (II Samuel 11.l-12.3l). Ao final, foi o próprio Natã quem ungiu Salomão o novo rei de Israel, e o empossou no cargo, depois da morte de Davi, seu pai (I Reis 1.5-40). Salomão era filho do rei Davi com Bate-Seba, a viúva de Urias, o heteu.


Em hebraico, o termo “Natã” tem o significado de “Deus deu”. A Bília Sagrada, no Velho Testamento, fez referências a seis homens chamados “Natã”. Senão, vejamos: 1 – Natã: profeta de Deus nos tempos do rei Davi. 2 – Natã: neto de Jara, filho de Atai e pai de Zabade. Era descendente da tribo de Judá e seu avô (Jara) era um servo egípcio alforriado (I Crônicas 2.3, 34-36). 3 – Natã: pai de Egal e irmão de Joel, dois generais do exército de Davi (II samuiel 23.8, 36; I Crônicas 11.26, 38). 4 – Natã: filho de Davi com Bate-Seba, nascido em Jerusalém (II Samuel 5.13, 14; 1I Crônicas 3.5). 5 – Natã: um dos nove líderes dos judeus exilados, acampados junto ao rio Aava. A estes, o profeta Esdras encarregou de recrutar obreiros para os srviços no Templo de Jerusalém (Esdras 8.15-17). 6 – Natã: um dos treze filhos de Binuí. Um judeu exilado na Babilônia. Também um dos que foram obrigados a despedir sua esposa e filhos estrangeiros, por determinação do profeta Esdras (Esdras 10.10, 11, 38-44).


Em grande parte,  o ministério de Natã (o profeta de Deus nos tempos do rei Davi) foi dividido com outro grande profeta, seu contemporâneo: Gade. Ambos foram conselheiros do rei Davi (II Crônicas 29.25-29). Inclusive, esses dois profetas aconselharam o rei Davi sobre os instrumentos musicais que deveriam ser utilizados no Templo do Senhor (II Samuel 7.1-17; II Crônicas 17.1-15). Quando o profeta Samuel faleceu deixou escritos dois livros do Velho Testamento: Juízes e Rute. Deixou ainda um terceiro livro inacabado: I SAMUEL, o qual foi concluído pelos seus sucessores: Natã e Gade (I Samuel  25.1). Este livro foi divido em cinco grandes partes: 1-Deus suscita Samuel como profeta de Israel (I Samuel 1.l-7.17).  2-Saul torna-se o primeiro rei de Israel (I Samuel  8.1-15.36). 3-Davi obtém destaque, e isso irrita a Saul (I Samuel 6.1-20.43). 4-A vida de Davi como fugitivo (I Samuel 21.1-27.12). 5-O fim do reinado de Saul (I Samuel 28.1-31.13). O livro I SAMUEL é um registro dos primórdios do reinado de Israel, salientando a obediência a Deus. Este livro abrange o tempo desde o nascimento de Samuel até a morte do primeiro rei de Israel, Saul.


Após a conclusão do livro I SAMUEL, Natã e Gade passaram a escrever conjuntamente o livro II SAMUEL, que é a continuação de I SAMUEL. Este livro é um registro do reinado de Davi, narrando as bénçãos que ele obteve, bem como as penas que recebeu de Deus ao pecar. Foi dividido em quatro grandes partes: l-Davi torna-se rei e governa em Hébron (II Samuel 1.1-4.12). 2-Davi reina sobre todas as tribos de Israel (II Samuel 5.1-10.19). 3-Davi peca com Bate-Seba e sobrevém-lhe calamidade na sua própria casa (II Samuel 11.1-20.26). 4-Os últimos eventos do reinado de Davi (II Samuel 21.1-24.25).


                               É interessante observar que a palavra “PROFETA” vem do hebraico “NABI”. E, do grego “PROPHETES”. E significa: “O que fala por Deus ou em lugar de Deus”. Assim, o profeta é o “porta-voz” de Deus. O profeta é a pessoa por meio de quem se dá a conhecer a vontade e o propósito Divino (Lucas 1.70; Atos 3.18-21). Sua missão e preservar o conhecimento e a vontade do Deus Todo-Poderoso, no momento por ELE determinado. Já a palavra “PROFECIA” vem do latim “PROPHETIA”. É a revelação do conhecimento e da vontade de Deus. As profecias da Bíblia Sagrada possuem dois objetivos básicos, que são: 1 – Manifestar os fatos concernentes a Deus e as suas relações com a humanidade. 2 – Declarar os decretos de Deus em momentos de crise espiritual, visando à preservação das alianças e dos concertos estabelecidos entre o Senhor e os seus servos. Desta forma, toda a Bíblia consiste de matéria profética. A própria Bíblia é uma profecia. Pois, sem profecia, o conhecimento da vontade de Deus tornar-se-ia impossível ao homem.


 


Dr. Venâncio Josiel dos Santos – Presidente da AELA/MS
Fonte: www.aelacadeira05.blogspot.com.br

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