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Amon, um jovem rei

quarta-feira, 5 de novembro de 2014



"Tinha Amom vinte e dois anos quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém... E fez o que parecia mal aos olhos do Senhor, como fizera Manassés, seu pai. Porque andou em todo o caminho em que andara seu pai, e serviu os ídolos... Assim, deixou ao Senhor, Deus de seus antepassados, e não andou no caminho do Senhor. E os servos de Amom conspiraram contra ele e o mataram." (II Reis 21.19-23).  
 
Amom tinha apenas vinte e dois anos de idade e já era rei. O que mais um jovem poderia querer? E se quisesse mais alguma coisa, tudo estava ao seu alcance: riquezas, mulheres, prestígio, honra, etc. Talvez muitos jovens desejariam estar em uma posição como aquela. Amom poderia muito bem ser considerado, sob o ponto de vista mundano, um homem realizado, bem sucedido. Entretanto, o texto nos diz que Amom fez o que parecia mal aos olhos do Senhor e deixou o caminho de Deus. De que adianta ter tudo na vida e não servir a Deus? Como disse Jesus: “De que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” Qual será a vantagem de conseguirmos tudo o que o coração e os olhos desejam se, ao mesmo tempo, deixamos de fazer a vontade de Deus ou ignoramos a sua pessoa? 

O rei Amom preferiu abandonar ao Senhor e seguir aos ídolos. Ele achou que, sendo rei, poderia fazer o que quisesse. Muitos têm essa atitude hoje e dizem: “Eu faço o que quero, e ninguém tem nada com isso.” Amom se esqueceu de que existe um Rei nos céus e que todos nós somos seus servos. A conseqüência veio logo. Seu reinado durou apenas dois anos. O rei foi assassinado. O Diabo está oferecendo uma “boa vida” para todos. É verdade que ele pode dar algumas coisas e alguns prazeres. Entretanto, a duração disso é muito pequena. No caso de Amom, foi apenas dois anos. Às vezes, as pessoas pensam em “aproveitar” a vida e buscar ao Senhor apenas na velhice. Amom morreu aos vinte e quatro anos. Não teve a oportunidade de envelhecer. O tempo de buscar ao Senhor é hoje.

A Bíblia nos apresenta um balanço da vida desse rei. As cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, também apresentam esse tipo de análise. O Senhor mostra ali aspectos positivos e negativos daquelas igrejas. Sobre Éfeso, ele diz: “Conheço as tuas obras, teu trabalho, tua paciência [...] Tenho, porém, contra ti, que deixaste o teu primeiro amor.” (Ap 2.) Da mesma forma, haverá uma avaliação da vida de cada ser humano que passou pela terra. Vemos naquele texto, aspectos positivos da vida de Amom, mas os aspectos negativos foram muito mais significativos. Seu êxito material foi o máximo, mas seu fracasso espiritual também foi absoluto. De que adiantará chegarmos diante de Deus com uma lista das nossas realizações financeiras, culturais, sociais, sentimentais, se desprezamos o caminho do Senhor e não cumprimos a sua vontade? 

Esse é um tema para nossa reflexão, afim de fazermos um ajuste em nossas prioridades. Primeiro o reino de Deus, sua vontade, seu caminho; depois, as outras coisas, desde que elas não venham a nos tirar da presença do Senhor. 

O Diabo nos oferece um reino terreno e passageiro, como ofereceu ao próprio Jesus (Mt.4). Deus, porém, nos oferece um reino eterno e inabalável. Podemos até ser desprezados nesse mundo ou mesmo deixar de ter tantas coisas que gostaríamos, mas aguardamos um novo céu e uma nova terra, onde receberemos do Senhor nossa recompensa eterna.


Anísio Renato de Andradeanisiorenato@ig.com.br

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