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Melquisedeque, rei de justiça

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Melquisedeque é um personagem enigmático na história bíblica. Mas ele foi um verdadeiro adorador, no meio de uma gente idólatra e corrompida. Exerceu o papel de rei e sacerdote, sem fazer parte da linhagem de Israel. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18). Sua ordem sacerdotal, com aspectos peculiares, tornou-se um tipo do sacerdócio de Cristo, que em tudo, é superior a todas as ordens sacerdotais.


I. Quem era Melquisedeque?
Melquisedeque, cujo nome significa “rei de justiça”, foi um rei de Salém (Jerusalém) e sacerdote do Deus Altíssimo (Gênesis 14:18-20; Salmo 110:4; Hebreus 5:6-11; 6:20-7:28). O aparecimento e desaparecimento repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos. Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois da vitória de Abrão contra Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens que estavam muito cansados, demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon ("Deus Altíssimo") e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gênesis 14:18-20).

Abraão ofereceu a Melquisedeque um dízimo de tudo que tinha conquistado. Ao fazer isso Abraão indicou que ele reconhecia que Melquisedeque acreditava no Deus verdadeiro e era Seu seguidor, assim como um sacerdote de posição mais elevada que o próprio Abraão. A existência de Melquisedeque mostra que outras pessoas além de Abraão e sua família também serviam ao Deus verdadeiro.

Em Salmo 110, um salmo messiânico escrito por Davi (Mateus 22:43), Melquisedeque é visto como um tipo de Cristo (modelo ou figura de Cristo). O tema é repetido no livro de Hebreus, onde Melquisedeque e Cristo são considerados reis da justiça e da paz. Ao citar Melquisedeque e seu sacerdócio especial como um tipo, o autor mostra que o novo sacerdócio de Cristo é superior à ordem levítica e ao sacerdócio de Arão (Hb7:1-10).
Alguns acreditam que Melquisedeque era uma aparição do Cristo pré-encarnado. Isso é possível mas pouco provável. Melquisedeque era o rei de Salém. Será que Cristo teria vindo à terra e reinado em uma cidade? Melquisedeque é semelhante a Cristo porque os dois são sacerdotes e reis; por isso Melquisedeque pode ser chamado de um “tipo” de Cristo, mas os dois não são as mesmas pessoas.

1. Um personagem misterioso. Melquisedeque surge no cenário histórico da Bíblia de forma inesperada e até misteriosa. Ele é citado poucas vezes no texto bíblico, o que o torna mais enigmático. Seu nome, no hebraico, é malkisedeq, ou “rei de justiça” ou “meu rei é justo”. O relato de Gênesis 14, informa que ele era “Rei de Salém” (Rei de Paz), um rei-sacerdote cananeu. O autor aos Hebreus diz que ele era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3).
2. Onde ele aparece na Bíblia. Melquisedeque aparece na história bíblica quando Abrão retornou de uma jornada arriscada, na qual salvara seu sobrinho, Ló, que havia sido levado preso com toda a sua família, quando os reis de Sodoma e Gomorra, onde o patriarca habitava, foram derrotados por uma confederação de quatro reis, liderados por Quedorlaomer, rei de Elão (Gn 14.1-13). Foi a primeira guerra registrada na Bíblia. Abraão foi à guerra com 318 criados, nascidos em sua casa, derrotou os invasores e libertou Ló e sua família.

3. Características de Melquisedeque. Ele tinha qualidades especiais. Sua atitude generosa demonstra que reconheceu que uma vitória tão grande, com um número menor de combatentes, só poderia ser resultado da bênção de Deus sobre Abrão.

a) Ele era rei de Salém. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho [...]” (Gn 14.18).
b) Ele “era sacerdote do Deus Altíssimo” — El Elyon — (Gn 14.18b); segundo Gardner, “Melquisedeque conhecia a Deus por meio de uma tradição que se espalhou após o Dilúvio ou devido a uma revelação sobrenatural. Percebeu que Abraão servia ao mesmo Deus”. O certo é que ele cria em Deus e o servia, pois era sacerdote “do Deus Altíssimo”.

c) Ele abençoou Abrão. Como sacerdote, ele abençoou Abrão. “E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos [...]” (Gn 14.19,20a).

d) Abrão deu o dízimo a Melquisedeque. “E deu-lhe o dízimo de tudo” (Gn 14.20b). Aqui, vê-se a primeira referência bíblica acerca do dízimo. Séculos antes da Lei, que incluiu o dízimo como preceito obrigatório para Israel (Nm 18.21,24; Dt 14.23; Ml 3.10). Abrão entendeu que, tendo sido abençoado pelo sacerdote do Deus Altíssimo, deveria ser grato a Deus pela bênção da vitória. O dízimo é mais uma gratidão do que uma obrigação.

II. Melquisedeque , o Rei de Justiça.
Prezado professor, para esta lição é importantíssimo estudar com muito cuidado e zelo o capítulo 7 do livro de Hebreus. Mas considerando atenciosamente Hebreus 5.6,10; 6.20; Gênesis 14.18-20 e Salmos 110.4. A partir da leitura atenta desses textos, procure responder as seguintes questões: (1) Qual foi o motivo de o autor aos Hebreus fundamentar o sacerdócio de Cristo segundo a ordem de Melquisedeque? (2) Qual reflexão se pode fazer de acordo com a seguinte oposição: o sacerdócio judaico estava fundamentado segundo a ordem de Arão X o sacerdócio de Cristo está fundamentado segundo a ordem de Melquisedeque?

O sacerdócio segundo a ordem de Arão.Para todo bom leitor da Bíblia, a sucessão sacerdotal dos judeus é óbvia. O Sumo Sacerdote devia ser levita, isto é, da tribo de Levi, e da linhagem de Arão (o primeiro Sumo Sacerdote de Israel). Assim, a máxima função sacerdotal derivaria da casa de Arão. Este é a grande figura que marca historicamente o sacerdócio levítico conforme evoca o capítulo 7 de Hebreus. O sumo sacerdócio de Israel foi estabelecido segundo a ordem de Arão.

O sacerdócio segundo a ordem de MelquisedequeO Senhor Jesus Cristo não era da tribo de Levi, mas de Judá. Do ponto de vista histórico, não haveria a possibilidade de o nosso Senhor ser reconhecido como Sumo Sacerdote segundo os fundamentos judaicos. Mas Ele é o Deus encarnado, logo, o Messias é atemporal e sem limitação geográfica.Antes de Arão nascer, um Sumo Sacerdote, que não era judeu, que havia recebido a revelação de Deus, que apresentara sacrifícios ao Altíssimo, recebeu os dízimos de Abraão. Seu nome, Melquisedeque. Em Abraão, o sacerdócio de Levi, que deveria receber os dízimos dos judeus, entregou-os ao Sumo Sacerdote “sem pai, sem mãe”, “sem genealogia”, “não tendo princípios de dias nem fim de vida”, “feito semelhante ao Filho de Deus”, “permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3). Além de Sumo Sacerdote do Altíssimo, Melquisedeque era rei em Salém. Assim, ao estabelecer a figura de Melquisedeque em o Novo Testamento, o escritor aos Hebreus quer revelar que Jesus é o Sumo Sacerdote perfeito, muito superior ao sacerdócio levítico, pois antes de existir Arão, Melquisedeque já exercia o sumo sacerdócio. De maneira profundamente bíblica, o escritor aos Hebreus traz luz a uma verdade incomensurável: Jesus, o Sumo Sacerdote que apresentou de uma vez por todas um sacrifício suficiente.

III. Jesus, Um sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque.

1. Um novo sacerdócio. No livro de Hebreus, vê-se que houve necessidade de mudança do sacerdócio levítico por outro que lhe era superior. “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb 7.11). Dessa forma, nós os cristãos, estamos debaixo do sacerdócio de Cristo, no qual, todos somos considerados sacerdotes reais com missão muito elevada (1Pe 2.9). Por isso, em nosso comportamento, devemos nos conduzir de maneira que o nome do Senhor seja glorificado.
2. Jesus Cristo, o sacerdócio perfeito. Esse “outro sacerdote”, que seria levantado, é nosso Senhor Jesus Cristo, de quem foi dito: “Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4). Era uma mensagem profética e messiânica, que apontava para Cristo, através de Davi. Essa “ordem de Melquisedeque” não era reconhecida pelos judeus, que só aceitavam e reconheciam a “ordem de Arão” ou “levítica”. Em Hebreus, o autor se refere à mensagem profética de Davi sobre Cristo, dizendo: “Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 5.5,6).

3. A ordem de Melquisedeque. A expressão “segundo a ordem de Melquisedeque” é tipológica (Hb 7.15). Jesus não pertencia à tribo de Levi. Por isso, não seria consagrado sacerdote de acordo com a Lei. Ele pertencia à tribo de Judá. “Porque aquele de quem essas coisas se dizem pertence a outra tribo da qual ninguém serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio” (Hb 7.13,14). Mas o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão (Hb 5.6; 7.7); era um sacerdócio eterno (Hb 5.6); com tais características, Jesus é superior a Levi, a Arão, a Abraão e a todos os seus descendentes levitas (Hb 7.6-10).
O que significa “segundo a ordem de Melquisedeque”? 

Davi profetizou, mil anos antes do nascimento de Jesus, que o Messias seria “sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmo 110:4). O autor de Hebreus cita esta profecia várias vezes, e explica o seu significado em relação à superioridade total de Jesus.

A “ordem de Melquisedeque” não se refere a algum tipo de sociedade secreta ou mística como a Rosa Cruz, os Maçons ou os Templários. Não é alguma organização preservada desde a antigüidade, nem uma classe de sacerdotes na igreja do Senhor. A expressão “segundo a ordem de Melquisedeque” significa que o sacerdócio de Jesus é do mesmo tipo, ou parecido com, o sacerdócio de Melquisedeque.

Melquisedeque aparece na história bíblica, e some logo em seguida. Ele era rei de Salém e sacerdote de Deus (Gênesis 14:18). Abençoou Abraão e recebeu o dízimo dele depois da vitória do patriarca contra Quedorlaomer.

As Escrituras não relatam nada sobre antepassados nem descendentes de Melquisedeque (o ponto de Hebreus 7:3). Ele servia como sacerdote antes do nascimento de Isaque, então não era descendente da tribo de Levi (um dos netos de Isaque). Era sacerdote aprovado por Deus, independente de linhagem.Deus fez algumas coisas no Velho Testamento pensando na vinda de Jesus, e assim ajudando o povo a entender a missão de Cristo. Os comentários em Gênesis e Salmos sobre Melquisedeque mostraram a possibilidade de ter um sacerdote que não era sujeito à Lei dada aos israelitas no Monte Sinai. É exatamente isso que o autor de Hebreus nos mostra, usando Melquisedeque como tipo de Cristo.Jesus não podia ser sacerdote no sistema dado no Monte Sinai (Hebreus 8:4). O fato de Deus ter declarado Jesus sacerdote eterno serve de prova de mudança de lei: “Pois, quando se muda o sacerdócio, necessaria-mente há também mudança de lei” (Hebreus 7:14). “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hebreus 8:6).

Salmo 110, como o autor de Hebreus bem explica, aponta para o perfeito Rei e eterno Sacerdote, Jesus Cristo. Qualquer ensinamento que procura preservar algum sacerdócio humano segundo a ordem de Melquisedeque (como fazem, por exemplo, os mórmons), age por autoridade humana, e não divina (cf. Gálatas 1:10; 2 João 9), e diminui a importância de Jesus Cristo como o eterno e suficiente Sumo Sacerdote.

IV. Desvendando o mistério da vida de Melquisedeque

Já vimos que Jesus Cristo é o Mediador entre Deus e a humanidade. O Seu sacrifício consentido pelas nossas faltas qualificou-O de modo único para essa crucial função. Mas o Verbo também exerceu esse ofício sagrado durante o tempo do patriarca Abraão.

E Ele o fez na pessoa de Melquisedeque, sacerdote do Altíssimo. O livro de Gênesis menciona apenas brevemente esse misterioso personagem. Mas o Rei Davi, e muito especialmente a Epístola aos Hebreus no Novo Testamento, não deixam passar o Seu profundo significado.

Para entendermos a identidade de Melquisedeque, devemos deixar a Bíblia interpretar a Bíblia. A nossa capacidade de entendimento é enormemente aumentada quando juntamos esses três registos e os consideramos como um todo.

Primeiro vamos dar uma olhada no registo em Gênesis. Abraão encontrou-se com Melquisedeque depois de resgatar o seu sobrinho Ló do cativeiro onde estava. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

É interessante notar que Melquisedeque recebeu Abraão com pão e vinho, coisas que mais tarde seriam símbolos do sacrifício da Páscoa de Cristo em representação do Seu corpo e do Seu sangue. Melquisedeque também se dirige a Deus e O trata como “o Possuidor dos céus e da terra”. Depois, passados uns dois mil anos, Jesus Cristo também se dirigiria ao Pai chamando-Lhe “Senhor dos céus e da terra”.

O Salmo 110, um dos Salmos de Davi, tem grande significado teológico. Como já referido anteriormente, ele apresenta o Pai e o Verbo no versículo de abertura: “Disse o Senhor ao meu Senhor [de Davi]: Assenta-te à minha mão direita . . . ” É Cristo quem agora está à mão direita do Pai (Hebreus 8:1; 10:12; 12:2).

Conservando em mente o contexto do Salmo 110:1, observemos o versículo 4: “Jurou o Senhor e não se arrependerá: ‘Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque’” (Salmos 110:4). Este é o mesmo Senhor que falou com o Senhor de Davi (o Verbo preexistente), no versículo 1, ainda falando do mesmo Ser. Certamente que isto ajuda a identificar esse misterioso personagem do Antigo Testamento. Contudo, é o livro de Hebreus que nos dá a evidência mais forte.

Comentário no livro de Hebreus sobre Melquisedeque

Este assunto básico é tão importante que no Novo Testamento há um capítulo inteiro dedicado a explicar o significado de somente três versículos do livro de Gênesis. O tópico é apresentado no último versículo de Hebreus 6. O autor diz que Jesus se tornara “eternamente sumo-sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque”, como o Rei Davi profetizara há muito tempo em Salmos 110.Então, no capítulo 7 de Hebreus, o autor considera os atributos e as qualidades fantásticas do sumo sacerdote de Deus dos tempos antigos. “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém . . .Primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz . . . permanece sacerdote para sempre” (versículos 1-3).

Observe que Melquisedeque significa “Rei de Justiça”. Certamente seria uma blasfêmia denominar com esse título qualquer ser humano “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Apenas um ser divino podia ostentar esse impressionante título apropriadamente.O Novo Comentário Bíblico Revisado [The New Bible Commentary: Revised] diz: “Repare que as Escrituras apresentam-no [Melquisedeque] como alguém que é rei bem como sacerdote. A combinação destas duas funções viria a ser uma característica distinta do Messias” (pág. 1203, 1970. Ênfase adicionada).

Outro impressionante título de Melquisedeque é o de “Rei de Paz”. Obviamente, os seres humanos falíveis não conhecem o caminho da paz (Romanos 3:10, 17), e usar semelhante título para qualquer homem seria, outra vez, praticamente uma blasfêmia. O Próprio Jesus Cristo é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6).

‘Semelhante ao Filho de Deus’A semelhança entre esses dois grandes personagens torna-se visível conforme continuamos lendo Hebreus 7. O versículo 3 descreve Melquisedeque como um ser “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, [e que] permanece sacerdote para sempre”. O Seu sacerdócio nunca teve fim! O único sacerdote que se ajustaria a essas qualificações somente poderia ser o Verbo preexistente, o grande Ser que estava presente antes da própria criação (João 1:1).

A descrição “sem pai, sem mãe” significa muito mais do que apenas a suposição que os vínculos familiares de Melquisedeque foram simplesmente omitidos do relato de Gênesis. Ele não tinha pais humanos! No contexto, a frase “não tendo princípio de dias nem fim de vida” esclarece totalmente esse ponto.

Finalmente, a expressão “semelhante ao Filho de Deus” é mais uma forte evidência da identidade de Melquisedeque. Ele era “semelhante” ao Filho de Deus porque Ele ainda não era, na realidade, o Filho de Deus―isto é, ainda não tinha sido gerado como ser humano pelo Deus Pai através da intervenção do Espírito Santo.

Melquisedeque não podia ter sido o Pai porque ele era o “sacerdote do Altíssimo”. Ele só podia ter sido o Verbo eterno preexistente que mais tarde tornou-se Jesus Cristo, o Filho de Deus.


V. A tipologia mostra as semelhanças entre Melquisedeque e o Senhor Jesu

1. Definindo o que é um tipo.
A palavra vem do grego : tipos. Significa molde ou sinal. Aquilo que inspira fé como modelo. Personagem paradigmático.Os tipos de Cristo são personagens, animais ou objetos, nesse caso, de Gênesis, que possuíram características "messiânicas". Eram profecias vivas,ou visíveis, a respeito de Cristo. Estudando a respeito desses personagens, entendemos um pouco mais sobre o caráter de Jesus e do seu ministério. Tais pessoas e fatos, abordados na seqüência, eram sombras da realidade, que é Cristo.

2. Conhecendo melhor a  figura de Melquisedeque
Este era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. O escritor da carta aos Hebreus traça uma analogia entre Melquisedeque e Cristo. O paralelo se faz em torno da questão do sacerdócio de ambos e principalmente pelo fato de que nem um nem outro pertencia à tribo de Levi, que ainda não existia e de onde, deveriam, segundo a lei, vir os sacerdotes. Além disso, a omissão sobre origem, genealogia e morte de Melquisedeque, dá uma impressão de eternidade do personagem, relacionando-o, assim, à eternidade de Cristo. Melquisedeque era rei de Salém, que era o antigo nome de Jerusalém. Jesus é o Rei dos reis e a sede do seu governo será a Nova Jerusalém. Melquisedeque ofereceu a Abraão pão e vinho. Jesus ofereceu aos discípulos pão e vinho quando instituiu a ceia.

3.  As semelhanças entre ambos em termos de perpetuidade
1. O sacerdócio perpétuo (v.24). Nesse versículo, o vocábulo “perpétuo” significa “imutável”, “imperecível”, “inalterável” e “intransferível”. Portanto, como afirmou certo teólogo: “Deus pôs a Cristo neste sacerdócio, e ninguém mais pode introduzir-se nele”.Jesus não era descendente de Arão ou Levi, não podendo, por conseguinte, exercer o sacerdócio terreno (Hb 5.4; 7.5; 8.4). Mas, pertencendo à “Ordem de Melquisedeque” (Hb 5.6,10; 7.11,12), o seu sacerdócio é perpétuo e superior ao de Arão (Hb 7.15-22). Melquisedeque é tipo do sacerdócio eterno de Cristo (Hb 7.3,28).

2. O sacrifício perfeito (v.27). Os descendentes de Arão ofereciam sacrifícios diários por si e pelos pecados do povo (Hb 7.37). Porém, o Senhor Jesus ofereceu a si mesmo a Deus como perfeito e perpétuo sacrifício (Hb 7.26,27). Ele era ao mesmo tempo o sumo sacerdote e o sacrifício “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (v. 26; Hb 9.11-15; 1 Jo 2.1,2). Seu sacerdócio e sacrifício são perfeitos; por isso, “pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (v.25).

Fonte: www.abiografiadoshomessdabiblia.blogspot.com.br/
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João Batista, o profeta do deserto

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Recentemente li o livro: "Generais de Deus" (em Inglês). Para aqueles que não leram, é um livro que fala sobre os ministros famosos que atuaram nos séculos 19 e 20. Para cada um dos ministros apresentado há um relato biográfico dos seus altos e baixos, juntamente com os comentários do autor. Afetado por esta leitura, eu estava pensando hoje em lançar um olhar na narração feita pela Bíblia de um dos mais conhecidos Generais de Deus: João Batista.

1. Os homens bíblicos: não são super-homens

Creio que Deus colocou histórias de homens como João, Paulo, Elias, etc., na Bíblia para nos ensinar através dos exemplos de suas vidas. Muitos tendem a pensar que essas pessoas eram super humanos de alguma e há pouca ou nenhuma semelhança com o resto de nós. No entanto, este não é o caso. Como Tiago diz com muita propriedade a respeito de Elias:
Tiago 5:17
“Elias era homem sujeito as mesmas paixões que nós

e como Pedro também disse a Cornelio quando este ajoelhou-se diante dele:
Atos 10:26
“Levanta-te: pois eu mesmo sou apenas homem.”
E antes disso, quando as pessoas olharam para Pedro e João, depois da cura do homem paralítico, Pedro disse:
Atos 3:11-13,16
“... Apegando-se o homem a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao pórtico chamado de Salomão. Pedro, vendo isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos admirais deste homem? Ou, por que fitais os olhos em nós, como se por nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar? O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, quando este havia resolvido soltá-lo. Mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida; e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.”
O povo de Deus do qual lemos na Bíblia e cujas obras feitas por Deus através deles, não eram de forma alguma super humanos. Eram todos homens "sujeito às mesmas paixões como nós somos" (Tiago 5:17). Como diz Paulo em 2 Coríntios 3:4-6:
"E nós temos tal confiança em Cristo para com Deus. Não que sejamos capazes, por nós mesmos de pensar qualquer coisa como sendo de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus, que também nos capacitou para sermos ministros da nova aliança, não da letra, mas do espírito”
É Deus que é a nossa suficiência. João, Paulo, Pedro, Elias, não eram mais "suficiente" que qualquer um de nós. Não é necessário ser um super-humano, um super auto-suficiente, para fazer o que Deus tem chamado você. Ele é o que é super suficiente e Ele certamente é suficiente para nós como foi para qualquer daqueles que desejavam andar com ele no passado.

2. João Batista: seu chamado

Após esta pequena introdução, vamos nos voltar agora para João Batista. O anjo que anunciou o seu nascimento a seu pai, disse o seguinte sobre ele:
Lucas 1:15-17
“Porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe; converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido.”

e Jesus disse depois:
Mateus 11:9-11ª
Mas por que saístes? Para ver um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio eu ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.
João seria "grande diante do Senhor" (Lucas 1:15). Entre os nascidos de mulher, não haveria ninguém maior que João Batista. João tinha um chamado para sua vida. Ele era para ser o precursor do Senhor Jesus Cristo. "Para fazer um povo preparado para o Senhor" (Lucas 1:17). Ele tinha uma missão a cumprir, e foi ordenado para ele mesmo antes de seu nascimento. No entanto, isso é verdade não só para ele. É verdade para nós também. Como diz a Escritura, fomos pré-conhecidos por Deus (Romanos 8:29), e cada um de nós foi criado por Ele no corpo de Cristo com uma determinada função (1 Coríntios 12:8). Como a função de João era para ser o precursor de Cristo e esta função foi definida por Deus, assim também nós temos uma função no corpo, um chamado que Deus tem definido especialmente para cada um de nós. Nós não estamos nesta terra acidentalmente. Em vez disso, somos bem conhecidos, provavelmente não pelos homens, mas certamente por Deus nosso Pai.

3. João batista: No deserto

Poucas coisas foram escritas sobre o período anterior às pregações de João. Lucas 1:80 resume este período da seguinte forma:
Lucas 1:80
“E a criança crescia e se tornava forte em espírito, e ficou nos desertos até o dia de sua manifestação em Israel
João ficou nos desertos até o dia da sua manifestação em Israel. Ele tinha uma chamada desde o início. No entanto, também houve um tempo determinado para sua manifestação. TODOS nós temos uma função no corpo de Cristo, mas é Deus que define esta função, bem como a forma como irá se manifestar. Como se diz em 1 Coríntios 12:18
I Coríntios 12:18
“Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
Você não tem que procurar por um lugar no corpo de Cristo. Deus já te colocou lá e Ele fez isso como quis. Só Ele tem uma função projetada para você, Ele te ordenou para esta função e Ele o equipou a fazê-lo. Além disso, Ele também definiu como e o que você fará em sua função. O Chamado de João era preparar o caminho do Senhor e ele sabia disso desde muito cedo. Alguém poderia imaginar que, já que ele sabia, ele deveria ter parado qualquer outra coisa que estivesse fazendo e ter começado a pregar. No entanto, João fez isso somente depois que "a palavra de Deus veio a ele" (Lucas 3:1-6). Assim que ele teve uma palavra do Senhor, então, e só então, deu um passo à frente para fazê-lo. Realmente Lucas 3:1-6 nos diz:
Lucas 3:1-6
“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas. Todo vale se encherá, e se abaixará todo monte e outeiro; o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão; e toda a carne verá a salvação de Deus.”
João foi designado por Deus para uma função especial. Ele era para ser o precursor do Senhor Jesus Cristo, para preparar o caminho do Senhor, e pregar o batismo de arrependimento. Ele poderia ir em frente desde o início e fazer o que ele poderia ter pensado e iria satisfazer a sua missão da melhor maneira. Ele poderia ter inventado mil idéias, sobre como ele estava para cumprir sua missão melhor. No entanto, ele não fez isso. Ao contrário, ele esperou até que ele obtivesse uma palavra de Deus. Assim que ele obteve a palavra, sem pensar duas vezes, ele começou a fazer o que foi dito a respeito dele: pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados. Deus designou-nos no corpo de Cristo com uma determinada função, definindo também como e o que vamos fazer em nossa função. João começou a pregar somente quando "a Palavra de Deus veio a ele" (Lucas 03:02) E isso aconteceu ... no deserto. Este era o "centro de formação" de João. Nos tempos em que não podemos apreciar de forma alguma os desertos, podem ser na verdade os tempos que Deus usa para o nosso treinamento. Então, quando a carne e suas ações são quebradas ali, no "deserto", estaremos prontos para fazer, não o que achamos que deveríamos fazer para Ele, mas o que Ele, desde o início, nos chamou para fazer.

4. João Batista: multidões vindo a ele

E o evangelho de Lucas continua:
Lucas 3:7-9
“João dizia, pois, às multidões que saíam para ser batizadas por ele: Raça de víboras, quem vos ensina a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos por pai a Abrão; porque eu vos digo que até destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abrão. Também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”
“As multidões saíam para serem batizadas por João”. Não foi João que tentou atrair essas multidões. Com certeza, ele não foi diplomático quando chamou sua geração de "raça de víboras". Obviamente, ele não tentou agradá-los. Em vez disso, ele falou o que Deus queria que ele falasse e no volume que Ele queria que ele falasse.
O ministério de João prosperou à medida que ele seguiu o que Deus havia designado para ele fazer. Ele não fez nenhum milagre (João 10:4), pelo menos não há registro de um. Ele não anunciava a si mesmo. No entanto, as pessoas sabiam que tinham encontrado um profeta. Há pessoas hoje em dia por aí que dizem "eu sou um professor" ou "eu sou um profeta". João não fazia isso. Ele não fez uma campanha recomendando-se como um profeta. Na verdade, você não irá encontrar em nenhum lugar dizendo que ele era um profeta. No entanto, as pessoas sabiam disso. O Senhor Jesus confirmou isso também.
Se João vivesse hoje, milhões teria chegado a ele. No entanto, João não estava atrás das multidões. Quando o seu ministério estava no auge, com multidões vindas ter com ele e quando todos pensavam que ele poderia ser o Cristo, João «confessou e não negou» (João 1:20):
João 1:20-23
“Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo. Ao que lhe perguntaram: Pois que? És tu Elias? Respondeu ele: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Quem és? para podermos dar resposta aos que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.”
João não tentou tomar para si todos os títulos populares de Cristo, Elias ou o profeta, embora profeta e Elias fossem títulos que se encaixavam muito bem com ele. No entanto, este não era o ponto. O ponto era que ele estava fazendo o que ele tinha sido designado a fazer. Ele era para ser a voz do que clama no deserto, e isso é exatamente o que ele estava fazendo. Nossa preocupação não deve ser o de obter um título, um nome, mas fazer o que Deus nos designou para fazer, o que quer que isso possa ser, e independentemente do nome que possa ter.

5.João Batista: o fim de seu ministério

A popularidade de João era muito alta. Ele era muito famoso... Tudo isso até que o ministério de Jesus começou. Parece que quando o ministério do Senhor começou, o ministério de João chegou ao fim. O ministro que já fora popular agora estava vendo as multidões deixá-lo de seguir para seguir o Senhor. Qual foi sua reação? João 3 nos diz:
João 3:26-30
“E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo. É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
João não estava atrás das multidões e, portanto, ele não se sentiu desconfortável vendo seu ministério diminuindo. Na verdade, ele se alegrou, reconhecendo que seu ministério era transformar as pessoas não para si mesmo, mas a Cristo. No final João acabou na prisão, onde ele foi decapitado. Como Hebreus 11 diz para aqueles que como ele tinha uma morte de mártir:
Hebreus 11:35-38
“As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.”
João - bem como aqueles de Hebreus 11:35-38 - era um homem como nós. No entanto, ele estava determinado a fazer o que Deus o havia chamado para fazer. Ele poderia ter negado o seu apelo e apenas ter vivido como todos os outros da sua idade (ele era cerca de 30!). Teria sido muito mais fácil. Não seria? No entanto, ele preferiu seguir a Deus. Como cristão, você pode ter que enfrentar os momentos de desconforto, momentos em que você teria que tomar o caminho estreito. Você será capaz de suportar nestes tempos, só se a sua visão, o que você está olhando, é o Senhor Jesus Cristo. Como Hebreus diz de novo:
Hebreus 12:1-2
“Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.”
A única forma de corrermos a corrida espiritual é olhando para Jesus. Não nas coisas visíveis, mas nas que não são vistas, as eternas.
2 Coríntios 4:18
“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.”
Isto é o que João fez e o que nós devemos fazer.

Fonte: www.jba.gr
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Asher, o oitavo filho de Jacó

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Asher foi o oitavo filho de Jacó, o segundo dele com Zilpa, criada de Lia (Gn 30:13; 35:26). Asher é um nome hebraico que significa “bem-aventurado” ou “feliz”. Asher também é chamado em algumas traduções de Aser, que é a forma grega de seu nome. Neste texto, conheceremos quem foi Asher na Bíblia.

A história de Asher na Bíblia

A Bíblia não nos fornece muitos detalhes sobre quem foi Asher além do que nos é dito em poucas palavras no livro de Gênesis.  Sabemos que Asher teve quatro filhos e uma filha, sendo: Imna, Isvá, Isvi, Berias e Sera (Gn 46:17; 1Cr 7:30).
O nascimento de Asher está registrado em Gênesis 30:13, e a bênção que recebeu de Jacó, seu pai, pode ser vista em Gênesis 49:20, onde lemos: “De Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delicias reais”. Essa bênção é percebida claramente como uma referência à terra fértil herdada por sua descendência (cf. Dt 33:24; Js 19:24-31).
Podemos dizer também que Asher estava presente no episódio em que seu irmão, José, foi traído e vendido como escravo para uma caravana de ismaelitas que estava indo em direção ao Egito (Gn 37).

A Tribo de Asher

Os descendentes de Asher formaram uma das Doze Tribos de Israel. Na época do Êxodo, os descendentes adultos de Asher já eram 41.500, contando apenas os homens (Nm 1:41). Mais tarde, em uma nova contagem a linhagem de Asher contava 53:400 homens adultos (Nm 26:47).
A tribo de Asher era formada por cinco clãs (Nm26:44-47), e participou da organização e peregrinação das tribos pelo deserto (Nm 2:27; 7:72; 13:13). Em Deuteronômio 33:24, vemos Asher compartilhando da bênção de Moisés.
O território de Asher foi alocado por Josué, e formava a fronteira norte da Palestina, e se estendia ao sul ao extremo do Carmelo, fazendo fronteira com o território de Manassés (Js 19:24-31,34; cf. Js 17:10,11). Também é válido saber que os levitas gersonitas possuíam quatro cidades em Asher (1Cr 6:62,74,75).
A localização do território de Asher fez com seus habitantes tivessem contato com os fenícios, que na época eram conhecidos pelo comércio. No entanto, os descendentes de Asher falharam em expulsar definitivamente os cananeus de suas cidades (Jz 1:31,32).
No restante da história dos judeus registrada na Bíblia, Asher não aparece nenhuma vez em posição proeminente. Na época dos juízes de Israel, percebemos que Asher foi uma das tribos que não auxiliaram Débora, ou seja, se recusaram de participar da guerra, revelando a desunião de parte das tribos de Israel (Jz 5:15).
Apesar de Asher ter provido guerreiros para Davi (1Cr 12:36), a tribo não foi mencionada na lista dos principais líderes (1 Cr 27:16). Nos dias de reinado do rei Salomão, Asher formava um dos distritos administrativos (1Rs 4:16).
Durante o reinado de Ezequias, a tribo de Asher respondeu aos apelos do rei para que fosse celebrada a Páscoa em Jerusalém (2Cr 30:11), já após a queda do reino do norte.

Asher no Novo Testamento

Existem duas referências a Asher no Novo Testamento, onde a forma grega Aser é empregada. A primeira está no Evangelho de Lucas, onde é feita referência a profetisa Ana, uma mulher idosa que pertencia a tribo de Aser e que se alegrou ao ver Jesus (Lc 2:36).
A segunda referência está no livro do Apocalipse, onde o apóstolo João apresenta uma relação modificada das doze tribos de Israel, no capítulo que fala dos 144 mil selados (Ap 7:6).

Fonte: www.estiloadoracao.com
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A viúva de sarepta, a provisão no meio da dificuldade

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A história em que Elias multiplica a farinha e o azeite da viúva de Sarepta está relacionada a fatos ocorridos em um tempo anterior na história do povo de Israel.

Os motivos que levaram o profeta Elias a se refugiar fora dos termos de Israel, na casa de uma viúva estrangeira, estão ligados aos acontecimentos encontrados

ainda no início da formação da monarquia israelita, na forma como Davi sucedeu Saul no comando da nação javista, bem como no meio em que Salomão escolheu para administrar as suas relações com as nações conflitantes ao redor do seu reino.

O fato é que o povo de Israel já havia sido contaminado pela idolatria trazida pelas muitas esposas estrangeiras que Salomão possuíra, na sua tentativa de alcançar a paz por meios diplomáticos.

Algo que entristeceu muito o coração Deus. Naturalmente a monarquia israelita era de origem dualista. Havia um sentimento nacionalista muito forte na tribo de Judá que a separava do restante das outras tribos de Israel.

E esta divisão foi agravada pela sentença grave que Deus fez recair sobre Salomão, rasgando-lhe o reino unido de Israel por causa da sua idolatria.

Com a morte de Salomão e a ascensão do seu filho Roboão ao trono, este em uma disputa interna sobre os altos impostos cobrados por seu pai, nega-se a aliviar o povo de tão pesado fardo, dando início a um conflito que culmina com a separação do reino, dividindo-o em dois.
O reino de Judá, englobava Jerusalém onde estava o templo, local central da religião judaica, o que conservou até certo ponto o contato do seu povo com a espiritualidade do Deus de Abraão.

Porém no reino do Norte de Israel, se foi proibido por Jeroboão, seu rei, de que o povo descesse à Jerusalém para adorar. Isto causou um "vácuo" espiritual muito grande em Israel (reino do norte a este ponto).

De forma que o povo que já tinha sido, em certo nível contaminado pela adoração aos deuses fenícios (desde o tratado de Salomão com o rei de Sidom para fornecer o cedro do Líbano para a construção do templo em Jerusalém), se entregam de forma generalizada à idolatria.

E os reis do reino do norte de Israel, que se sucedem, fazem o que era mau aos olhos divinos. E o texto bíblico em 1 Reis 16:30 fala que o rei Acabe conseguiu ainda ser pior, mais do que todos os seus antecessores, em idolatria, casando-se com a filha de um dos reis da Fenícia, uma nação que adorava a baal.

"E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele." 1 Reis 16:30

E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou." 1 Reis 16:31

O Profeta Elias

E neste vácuo espiritual, com consequente decadência moral, Deus levanta a seu favor o profeta Elias, em um tempo em que o povo de Israel(que constituía o reino do norte), não podia ir a Jerusalém, nem podia ir ao templo para aprender sobre as coisas de Deus nem sobre a sua palavra.

De forma que Elias foi chamado a representar o templo de Deus para aquela nação. Elias representava a voz de Deus, os seus ensinamentos. Elias representava a misericórdia de Deus em busca da salvação das ovelhas perdidas da casa de Israel, que estavam dispersas, sem pastor, pelos caminhos da idolatria.

Elias foi ungido e passava a ter a representatividade da presença de Deus, que não havia abandonado o seu juramento feito uma vez no passado a Abraão, Isaque e Jacó.

Quem Era Jezabel

Acabe, rei de Israel em aproximadamente 988 antes de Cristo, casou-se com Jezabel (no original seria אַבִיזֶבֶל Abizebel, que significa 'meu pai baal é nobre'). Ela era uma princesa e sacerdotisa de baal, filha do rei de Sidom, que também era sacerdote de rimom.

Baal, hadade ou rimom (do hebraico בַּעַל ba'al), que significa 'proprietário', era um deus pagão das tempestades, relacionado as poderosas forças da natureza, inclusive conhecido como 'aquele que fazia trovejar, que fazia chover'. Era adorado por todo oriente antigo em associação com a deusa da fertilidade Asera ('aquela que fazia crescer as sementes').

A adoração à estas divindades envolvia automutilação, para tornar suas orações mais poderosas, bem como prostituição e sacrifício de crianças. O casamento de Acabe com Jezabel teve consequências desastrosas.

Acabe seguiu o nível mais baixo de degradação espiritual, se curvando e adorando a estes deuses pagãos, além de instituir o culto a estas divindades como a religião oficial de Israel, atraindo a rejeição total do Deus vivo.

E é neste contexto de grande degeneração israelita que surge o profeta Elias. Para provar àquela nação que somente Deus é o Senhor, Elias desafia o controle do deus que "fazia chover", a quem foram erguidos diversos ídolos.

"Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra." 1 Reis 17:1

Elias é Alimentado por Corvos 

Logo o profeta Elias seria conhecido como o "perturbador de Israel", pois os céus se fecharam e a época de chuva, que começava no início de outubro, se converteu em uma terrível seca, trazendo fome a toda aquela terra.

Elias passou a ser procurado pelo exército de Acabe, que possuía a maior parte dos mil e quatrocentos carros de combate adquiridos anteriormente por Salomão. Era uma poderoso exército que havia derrotado o rei sírio Hadade, onde foram mortos mais de cem mil homens sírios.

Mas Deus entrou com um livramento para Elias e o fez seguir na direção do ribeiro de Querite, que era um filamento de água que tinha sua nascente nos montes de Efraim, e ficava na transjordânia, próximo a Salim, a alguns quilômetros da cidade de Péla (na Decápolis do tempo de Jesus).

Hoje chamado em árabe de el-Yabis, o ribeiro de Querite está localizado atualmente no reino hashimita da Jordânia. Lá, o Senhor sustentou milagrosamente a Elias através de corvos que traziam carne e pão de manhã e a noite.


"E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro." 1 Reis 17:6

 Elias vai para a cidade de Sarepta

Porém, a medida que o solo ficava cada vez mais árido, as fontes e os rios secavam, fazendo com que houvesse uma grande busca por água naquela região. Elias precisava de um novo local, tanto para se esconder dos soldados de Acabe, como para conseguir água para beber.

O Senhor novamente em seu livramento, o conduz para a cidade de Sarepta, onde havia preparado o coração de uma viúva para que cresse na sua palavra e oferecesse abrigo ao profeta.

Sarepta era uma cidade fenícia que ficava a 34km ao norte de Tiro, junto à costa do mar Mediterrâneo. Esta cidade foi reconhecida no distrito de libanês de Sarafand, a cerca de 150 quilômetros de Querite, onde Elias estava.

Sarepta era famosa por suas casas de fundição, que inovavam ao fazer utensílios de vidro, substituindo a madeira, a pedra e o metal que eram mais usualmente utilizados. Eram produzidos também nesta cidade, vários tipos de corantes, usados para tingir tecidos de todos os tipos.

O interessante da ida de Elias para Sarepta, é que ela estava sob o alcance de Acabe também, pois era governada pelo pai de Jezabel. O normal seria que Elias buscasse se refugiar em um local governado pelos inimigos de Acabe, como fez Davi no passado, se abrigando com os filisteus.

"Disse, porém, Davi no seu coração: Ora, algum dia ainda perecerei pela mão de Saul; não há coisa melhor para mim do que escapar apressadamente para a terra dos filisteus, para que Saul perca a esperança de mim," 1 Samuel 27:1

Mas Deus opera um grande milagre aqui, pois Elias não foi protegido por exército algum, senão na casa de uma pobre viúva. Em tempos de fome e dificuldades, as viúvas eram as primeiras a sofrer. Elias encontra esta mulher em uma situação miserável. Mas Deus usa as pequenas coisas para confundir as grandes.

"A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." 2 Coríntios 12:9
Não existia naquele tempo algo mais frágil e dependente do que uma viúva, mas assim o Senhor livrou a Elias das mãos de um grande e numeroso exército. Muitos buscariam apoio em armas e soldados, porém o profeta preferiu confiar no Senhor.


 Elias e a viúva de Sarepta

Deus já havia preparado o coração daquela simples mulher, e um coração contrito, cheio de fé é o combustível que alimenta o fogo para a operação do poder de Deus. Elias chega cansado de uma viagem de 150Km desde Querite e vê esta viúva, na porta da cidade apanhando alguns gravetos.

"Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba." 1 Reis 17:10

As entradas das cidades eram locais de intenso comércio na época, e ficavam repletas de comerciantes. E o texto nos revela a devastação que a seca havia provocado naquela região, pois não havia praticamente mais nada na cidade de Sarepta.

"E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão." 1 Reis 17:11

A resposta da viúva a Elias, mostra a grave e desesperadora situação em que esta mulher estava. Faria uma última refeição antes de morrer juntamente com seu filho. E o profeta a submete a uma prova de fé, pedindo que ela dividisse o pouquinho de alimento que possuía, com ele.

"Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos." 1 Reis 17:12

Pela lógica, a viúva de Sarepta não atenderia ao pedido do homem de Deus. Ela porém deixa o seu instinto protetor de mãe e crê na palavra do Senhor, que encontrou terreno fértil no seu coração, apesar da seca que castigava tudo ao redor de si.

Em momentos de Seca, é preciso ter fé.

Ela escolheu crer e confiar em Deus, e a sua fé foi honrada. Através da palavra de Elias, a farinha não se acabou e o azeite da botija não faltou até que passasse o período da seca. Um grande milagre alcançado pela fé, pela lei da hospitalidade, pelo compartilhar do pão com o profeta e irmão Elias.

E a viúva de Sarepta compartilhou ainda mais da benção do Senhor, com toda a sua casa, isto é, com a sua família.

"E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias." 1 Reis 17:15

"Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias." 1 Reis 17:16

Quantas vezes olhamos as coisas grandes e desprezamos as pequenas, porém pelas pequenas coisas Deus pode nos projetar a situações de grandes vitórias.

Mesmo que o mundo esteja em um período de seca espiritual, precisamos crer que a benção de Deus pode surgir de locais onde jamais imaginaríamos que pudessem ser.

Em Jesus, o alimento não depende das intempéries deste mundo. Pois Ele mesmo possui a água do Espírito Santo, águas tranquilas. Ele é a porta que conduz a pastos verdejantes, onde encontramos o alimento espiritual que necessitamos. 

Fonte: www.rudecruz.com
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Mulher sunamita, uma mulher de fé e sábia

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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

Falar sobre a mulher Sunamita é um assunto que jamais se esgota; anteriormente nós falamos a respeito dela analisando as suas virtudes, agora. Estaremos traçando o perfil de se biografia. Vamos acompanhar.

Esta é biografia de uma mulher cujo nome não sabemos pois o termo “Sunamita” advém de um adjetivo pátrio, ou seja, ela era uma mulher da cidade de Suném, portanto sunamita . A Bíblia nos diz que ela morava em Suném e era uma mulher importante.

Para Deus, ela não só era importante, mas era uma mulher de coração dócil e sensível. Ao ver que Eliseu, o profeta de Deus, passava sempre por sua cidade, ela abriu as portas de sua casa e seu coração para acolhê-lo. Esta sua atitude mostrou o quanto ela amava e era sensível aos que estavam precisando dela, o quanto ela era hospitaleira, qualidade difícil de se encontrar, hoje em dia.

Veja as suas qualidades:

1- que tem a alma aberta às necessidades daqueles que o Senhor coloca diante dela;

2- que enxerga, de longe, os que estão precisando dela;

3- que ajuda com docilidade, amabilidade aqueles que estão necessitando dela;

4- que mesmo tendo pouco, não mede esforços em dividir o que tem com aqueles que estão precisando dela;

5- que está sempre pronta para ajudar o seu próximo;

6- que sempre tem força e coragem para ajudar os necessitados.

1. DEUS QUERIA QUE A FÉ DA SUNAMITA CRESCESSE. (2 RE 4.16)

A. A mulher sunamita estava satisfeita. (2 Re 4.13)

1. Ela não precisava de nada, a não ser um filho.

2. Nos tempos antigos, não ter filhos era tido como amaldiçoado por Deus

3. O marido desta mulher era muito velho, e ela não tinha qualquer esperança de conceber um filho.

4. Ela tinha a sua mente tranqüila e feliz servindo a Deus.

B. Isto é, quando Deus quis trazer uma mudança na sua vida

1. Eliseu profetizou que ela daria à luz um filho

2. Provavelmente, duas coisas passaram por sua mente

a. Uma alegria enorme.

b. Um medo de decepção

c. Finalmente ela conseguiu confiar em Deus e no Seu servo Eliseu.

Lição para nós: Temos de aprender pela fé a superar e lidar com todos os nossos medos confiando na boa mão de Deus. Estamos todos sujeitos a tornar-se constante e confortável em nossas vidas como ela estava. Mas devemos permitir Deus trazer mudança em nossas vidas para sempre e como Ele quiser.

2. DEUS COLOCA A PROVA A FÉ DA SUNAMITA PARA FORTALECÊ-LA

A. De repente, o menino morreu ( 4.18-20)

1. A mulher ficou decepcionada, frustrada e profundamente triste. (2 Re 4.27-28) Ela podia fazer duas coisas.

a. Culpar a Deus e o profeta por lhe dar um filho sem pedir

b. Buscar a Deus com fé.

B. Ela decidiu buscar a Deus com fé

1. Ela acreditava que o Deus que lhe deu um filho, poderia ressuscitá-lo.

2. Deus honrou sua fé e trouxe seu filho de volta a vida.

Lição : Deus está interessado no desenvolvimento de nossa fé, de moldar a nossa vida, de ampliar nossa visão e nossos horizontes, através da sua graça, do seu amor, e sua habilidade para satisfazer as nossas necessidades. Não importa o que a vida pode trazer vamos buscá-Lo em cada situação.

Veja agora os quatro pontos principais de sua biografia:

1. Ela era de Visão espiritual

“E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.”

(2 Re 4.9). Essa Palavra retrata a vida de uma mulher fiel a Deus e seu nome era Sunamita. Ela residia na região de Suném, cidade que ficava localizada perto do monte Gilboa, no vale de Jezreel, local onde acamparam os filisteus antes do combate com o Rei Saul.

Sunamita percebeu que um homem passava, algumas vezes, em frente à sua casa, e esse homem era o profeta Eliseu. Certa vez ela disse ao seu marido, que aquele homem é um santo homem de Deus, disse mais ainda ao seu marido: vamos fazer um pequeno quarto para ele, colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro, e assim fizeram, e o profeta Eliseu tornou seus hospede.

2. Ela era sábia

A mulher sábia há de ter os olhos voltados para a obra do Senhor; v. 9

A mulher sábia há de ter contentamento; v. 13 Em Pv 30:21,23 somos informados que a terra se alvoroça...com uma mulher aborrecida (sem contentamento ! descontente com o que recebemos de Deus) quando se casa."

Algumas mulheres não precisam de muita coisa para se aborrecer. Se uma agulha se perde o mundo o ouvirá. Pensemos no descontentamento de algumas mulheres e em como isso afeta seus filhos, e muito mais, seus maridos. Não poderá o marido viver alegre, afinal, quem deveria alegrar-lhe está sempre triste e reclamando.

A sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era um sinal muito triste. Podia ela viver aborrecida? Mas não! Ela está satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria ela prontamente recusou, alegando: Eu vivo feliz no meio do meu povo?

Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeita já era motivo de ser feliz. Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres.

A mulher sábia atrai as bênçãos do Senhor; (v. 14-17)

Sim, afinal , Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho? (Hb 6.10). Os lares mais felizes e abençoados são aqueles onde a mulher edifica um espírito de contentamento e gratidão, pois, mesmo as bênçãos não pedidas e inesperadas chegam como recompensa do temor ao Senhor. Deus tem prazer em contemplar o desejo secreto! Porque, vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes? (Mt 6:8). Veja a Sunamita. Mesmo sem pedir, Deus lhe deu um filho. Uma mãe contente é uma mãe que espera em Deus, e é isso que ela deve transmitir aos filhos.

A mulher sábia tem a confiança da sua família; v. 18-19

Como é bom ter alguém com quem podemos contar sempre. Veja o desespero desse velho homem quando seu filho ficou doente. Que poderia ele fazer com as dores do seu filho? Mas ele tem uma auxiliadora, e sabe que pode contar com ela. Sua ordem ao servo expressa isso: Leva-o a sua mãe. “E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos...”. O filho precisa de um colo e o marido de um ombro. Você é uma mulher assim? Seu marido pode contar com você nas horas mais difíceis? É tu um amortecedor dos impactos? Que seja! Faça tudo para ser. Sua família precisa de você. O marido precisa de uma mulher em quem confiar, pois esse é o propósito de Deus para a esposa, ou seja, ser-lhe uma adjuntora. Para que o coração do seu marido está nela confiado (Pv 31:11-12).

A mulher sábia não é alvoroçadora; (v. 20-23)

3. Ela era graciosa.

A mulher sunamita era casada com um homem muito rico. Este temia a Deus, e ambos Lhe serviam com suas vidas e suas ofertas. Só que havia algo de muito especial naquela mulher que a fazia diferente de todas as outras sunamitas de sua época: ela era uma mulher graciosa. E o que mais chamou a atenção de Deus foi o fato de que se mostrava graciosa para com todos, e não apenas para com os que ela amava. Vendo ela que o profeta Eliseu, homem de Deus, sempre passava por sua cidade, costumava sempre lhe oferecer comida.

Porém, um dia, decidiu que podia fazer algo além do que já era de costume. Ela e seu marido resolveram então construir um quarto para que Eliseu pudesse descansar todas as vezes que passasse pela cidade. O profeta ficou surpreso com a sua atitude graciosa, visto que ela não estava recebendo coisa alguma em troca. Sendo assim, ele se sentiu obrigado a abençoá-la de alguma forma. Então, perguntou à mulher o que ela gostaria de receber de Deus.

Contudo, aquela sunamita não estava fazendo tudo aquilo em troca de bênçãos ou com a finalidade de receber alguma coisa em troca. Sua atitude era fruto de um desejo sincero de ser graciosa. Ela sabia que o que fizesse para o homem de Deus, estaria fazendo para o próprio Deus. Por isso, não hesitou em gastar o seu dinheiro, o seu tempo e seus esforços para servi-lo. Contudo, o homem de Deus não ficou satisfeito com a sua resposta e decidiu perguntar aos seus servos. Foi então que ele descobriu que ela não tinha filhos. Certamente, ter filhos era o maior sonho daquela mulher.

Porém, seu marido já era idoso e ela já havia perdido todas as esperanças. Eliseu, então, não pensou duas vezes antes de abençoá-la com aquilo que ela nunca havia sequer pedido a Deus, mas com o qual sonhara a vida inteira: um filho. ( 2 Ris 4.8-17). Vemos aqui o exemplo de uma mulher que conquistou algo pelo qual jamais lutou, tudo por causa do seu espírito diferente. Ela se diferenciou das mulheres de sua época de tal forma que Deus fez questão de mencionar a sua atitude na Bíblia. Todos os dias, nós mulheres temos a oportunidade de nos destacarmos e fazermos a diferença, mas por que será que apenas pouquíssimas de nós realmente o fazem? As oportunidades vêm todas as vezes que uma idéia vem à nossa mente.

O problema é o que fazemos com essas idéias – umas não chegam a ser praticadas; outras são esquecidas ou consideradas como tolice. Se tão-somente colocássemos as nossas idéias em prática, uma a uma, e as considerássemos como uma oportunidade para fazermos a diferença e sermos graciosas! O homem de Deus sempre passava pela cidade daquela mulher sunamita e um dia ela decidiu agarrar a oportunidade de sua vida – embora não tivesse consciência disso. Uma das características mais belas da mulher é a sua capacidade de ser graciosa.

Todas nascem com essa habilidade, mas nem todas estão dispostas a usá-la – infelizmente! Muitas mulheres pensam que, sendo indiferentes às necessidades das outras pessoas, estarão evitando problemas para si mesmas. Outras não se importam porque estão mais preocupadas com o que as pessoas vão pensar delas ou, simplesmente, porque estão muito ocupadas com suas próprias vidas.

4. Ela era hospitaleira

Eliseu se sentia confortável ao se hospedar no quarto que a Sunamita havia pedido ao marido para construir especialmente para ele.

Por causa da generosidade e da hospitalidade desta mulher de Deus é que se tornou um hábito para Eliseu parar na casa dela.

Se Jesus deixou a Sua glória para se tornar homem e servir, lavando os pés daqueles que Ele mesmo criou os apóstolos, por que eu não posso deixar o meu conforto e me dispor a ajudar as pessoas que estão precisando de mim?

Se a viúva de Sarepta deixou de lado o seu egoísmo e dividiu com o Elias, o profeta do Senhor, o pouco que tinha de farinha e de azeite, por que eu não posso também dividir com quem está precisando a porção que o Senhor me dá, a cada dia? Como Abraão que preparou uma refeição tão suntuosa e ofereceu a três estranhos (Gn 18) que foram até a sua casa.

A Bíblia nos diz que o profeta Eliseu recolheu-se ao seu quarto e se deitou. Conversando com o seu servo Geazi, ele pediu que chamasse a mulher Sunamita. Ela veio e, ao chegar junto ao profeta, ela ouviu dele o seguinte: "... A este tempo determinado, daqui a um ano, abraçarás um filho" (2Re 4.16a).

A mulher Sunamita, com certeza, gostaria de ter um filho, mas ela estava com medo de que toda aquela promessa fosse apenas um sonho e não uma realidade. Mas a concretização da promessa aconteceu exatamente no tempo determinado, como disse a Palavra de Deus em 2Re 4.17. Gostaria de fazer uma pergunta que poderão medir o nosso grau de mulher hospitaleira:

1- "Você já foi hospitaleira numa ocasião difícil ou inconvenientemente? Ou isso se ajustava as suas necessidades....

Elevemos o nosso coração ao Senhor e peçamos que Ele nos transforme em uma mulher hospitaleira. Que Ele mude o nosso coração e nos transforme em uma mulher sensível às necessidades dos outros.. - este é o passo mais difícil - e que Ele coloque diante de nós oportunidades que possibilitem de cuidarmos de pessoas que estão precisando de nossos cuidados.

5. Ela não aceitou o decreto de morte de seu filho (2 Rs. 4.8-37).

Ela era uma mulher bondosa que sempre servia uma refeição ao profeta Eliseu quando ele passava por Suném, sua cidade. Um dia ela falou com o marido para fazerem um quarto para o profeta, com tudo o que ele precisava, cama, cadeira, etc. Eliseu ficou tão agradecido por tanto cuidado e bondade daquela mulher que quis saber o que ela gostaria de ganhar e o servo do profeta, Jeazi, entendeu que seria um filho, já que não ela não tinha filhos. O profeta declarou que em nove meses ela estaria com o filho no colo e ela disse: não minta para tua serva.

Mas no tempo determinado ela teve um bebe. Mas, depois de alguns anos, o filho já era um garoto grande, ele teve um problema e morreu. Ela colocou o filho morto no quarto do profeta e foi ao encontro do profeta, no monte Carmelo.

Quando o profeta mandou perguntar se ela estava bem, ela respondeu a Geazi: vai tudo bem. E continuou até estar de frente ao homem de Deus. Na presença do profeta ela rasgou o coração, se prostrou e chorou: “Eu não pedi um filho, eu disse para não brincar comigo”.

Ela não murmurou, juntou as forças possíveis e foi à presença de Deus. Ela não tinha pedido para ser mãe, mas agora, que era mãe, não poderia perder seu filho. Ela foi ao monte, monte é o lugar da presença de Deus. Ela foi ao homem de Deus. Resultado: Eliseu orou e seu filho reviveu. Ela lutou pela vida do filho!

Deus está interessado no desenvolvimento de nossa fé, de moldar a nossa vida, de ampliar nossa visão e nossos horizontes, através da sua graça, do seu amor, e sua habilidade para satisfazer as nossas necessidades. Não importa o que a vida pode trazer vamos buscá-Lo em cada situação.

Você se sente satisfeito ou realizado? Ou falta alguma coisa? Então você precisa pedir a Deus para mudar o seu caminho.

Você vai permitir que Deus faça uma mudança em sua vida e aumente a sua fé?

Como você responde quando Deus coloca a sua fé a prova?

Que Deus nos ajude a imitar a fé e sabedoria da mulher Sunamita em nome de Jesus.


Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus no Estácio
Rua Hadok Lobo, nº 92 - Pastor Presidente Jilsom Menezes de Oliveira
Fonte: esbocosdesermoesppegadores.blogspot.com.br
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